
Uma pessoa que assina um termo público desses, e depois faz exatamente o contrário, vale alguma coisa??

Como manda o Padre Marcelo: “Ergueei, as mããos, e daai glória a Deeus”... Os Beastie Boys estão em estúdio preparando disco novo e pela primeira vez, desde o álbum ILL Comunication, de 1994, a banda grava com instrumentos. Vamos esperar e tomara que grooves matadores venham por aí. Acima, a capa do disco.
E num momento indiscutível de inspiração no site Vodu é Pra Jacu, os Beastie Boys estão fazendo no site deles um blog em que eles postam vídeos do Youtube... Ô loco, meu!!
E vamos pro primeiro momento gozadinho dessa atualização... Costinha... Ele era o melhor... Quando aparecia na Escolhinha do Professor Raimundo, não tinha pra ninguém... Segue o vídeo... É hilário...
Pra fechar a lojinha por hoje, uma das bandas de rock mais legais da atualidade, se não for “a” mais legal. Arcade Fire, direto do Candá, tocando o grande hit deles, Wake Up, música que parece ter sido psicografada por David Bowie. No caso, nesse vídeo, inclusive, tocam com o próprio:
David Bowie e Arcade Fire – Wake Up

Muito tempo atrás, pra ser mais exato, no começo da década de 80, o Pantera já era uma banda que botava medo nas pessoas. Veja por que...
Pantera – Apresentação da banda
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Antes do primeiro álbum “oficial”, o Pantera lançou 3 álbuns com outro vocalista e um com Phil Anselmo. Nessa fase, o grupo fazia parte da cena farofa do heavy metal e do hard rock. Desde o lançamento de Cowboys From Hell, quando a banda passou a ser mal, esse passado purpurinado passou a ser renegado e escondido pelo grupo. Mas estamos em tempos de You Tube, ou seja, tá registrado, vai pro ar... Só pra você ter uma idéia e sentir o drama:
PanterA - All Over Tonight music video 84/85Imagina daqui a uns 20 anos, quando você assistir a clipes de emo de hoje em dia...

Silvio Santos e o Bambu
Novidades do Sonic Youth
Pra cumprir – e encerrar – contrato com a gravadora, o Sonic Youth anunciou o lançamento de uma compilação de músicas que não saíram nos álbuns do grupo: 'The Destroyed Room: B-Sides and Rarities'... Segue abaixo a lista das músicas. Já dá pra ir garimpando na internet uma a uma...
'Fire Engine Dream' (2003, previously unreleased 'Sonic Nurse' outtake)
'Fauxhemians' (2001, from the 'Noho Furniture Sessions' and the 'All Tomorrow's Parties 1.1' compilation)
'Is It My Body?' (1991, from the 2 x 7" Alice Cooper Tribute)
'Razor Blade' (1994, B-side from the 'Bull In The Heather' single)
'Blink' (1999, from the 'Pola X' soundtrack)
'Campfire' (2000, from the 'At Home With The Groovebox' compilation)
'Loop Cat' (2003, Japanese bonus track from 'Sonic Nurse')
'Kim's Chords' (2003, Japanese bonus track from 'Sonic Nurse')
'Beautiful Plateau' (2003, Japanese bonus track from 'Sonic Nurse')
'Three Part Sectional Love Seat' (2001, previously unreleased track from the 'Noho Furniture Sessions')
'Queen Anne Chair' (2001, previously unreleased track from 'Noho Furniture Sessions')
'The Diamond Sea' (1995, LP version with alternative ending, B-side from 'The Diamond Sea' single)

As aventuras de R. Crumb em pessoa
Pai das HQs alternativas fala sobre sua história, retratada no livro "Minha Vida", e seu atual projeto, uma versão ilustrada do Gênesis
A aversão do cartunista norte-americano Robert Crumb, pai dos quadrinhos underground e celebridade mundial desde a década de 70, ao contato com a imprensa cresceu na mesma proporção que sua fama. "Ser importunado por malditos jornalistas é um pesadelo. Desenvolvi um tremendo desprezo por jornalistas e gente de mídia. Acho que sou ingrato, né?", analisa ele em um dos textos autobiográficos que, somados a inúmeras histórias em quadrinhos centradas em si mesmo, compõem o recém-lançado álbum "Minha Vida".
Mas toda essa conversa é apenas uma das faces -a exagerada e bravateira- do personagem complexo que é Crumb, 62. Mesmo com sua editora avisando que o artista não daria entrevistas, quando ele finalmente atende ao telefonema da Folha, após sua mulher, Alice, fazer a gentileza de resgatá-lo de seu refúgio nas montanhas francesas, o homem que responde às perguntas é um sujeito calmo, risonho e que fala muito sobre qualquer coisa.
Na conversa entram em pauta sua vida, seu projeto atual (uma versão ilustrada do Gênesis), os recentes distúrbios sociais franceses e seu apreço pela música instrumental de Pixinguinha.
Folha - Sua mulher me disse que o senhor estava isolado numa cabana, preparando seu próximo livro. Esse é seu método de trabalho?
Robert Crumb - Não costumava ser necessário me isolar, mas agora é, porque sou muito popular, tem muita gente atrás de mim o tempo todo. Então, se eu quiser produzir bastante e me concentrar sem interrupções, é o que eu tenho que fazer.
Folha - E quando foi tomada a decisão de se esconder?
Crumb - Há cerca de seis meses. Um ano e meio atrás eu aceitei fazer um trabalho de grandes proporções, 200 páginas. Assinei contrato com a editora, disse que entregaria a obra em uns dois ou três anos, eles começaram a me pagar, mas eu simplesmente não conseguia começar a produzir por causa dessa loucura de gente me procurando a toda hora. Então Aline teve essa idéia de me isolar numa cabana para que eu pudesse produzir, e funcionou.
Folha - E sobre o que é seu próximo trabalho?
Crumb - Estou fazendo uma versão ilustrada do Gênesis.
Folha - Comprando briga com os religiosos?
Crumb - Estou andando em uma linha muito estreita. Não estou fazendo piadas sobre o livro, mas, ao mesmo tempo, não acredito que é a palavra de Deus, então não tenho reverência por ele. Sigo uma linha entre essas duas posições, o que é difícil, porque me sinto tentado a fazer piadas.
Folha - O senhor manteve o texto original?
Crumb - Cada palavra. Estou usando basicamente a versão judaica, a Torá, que é muito próxima da versão cristã, mas um pouco mais precisa, porque vários sábios judeus estudaram a versão mais antiga possível, escrita em hebraico, tentando encontrar o significado real das palavras.
Folha - É um livro aberto a interpretações?
Crumb - Exato. E minha versão é bem direta, até agora. Ainda que haja alguma nudez nela, não fiz nada muito chocante. Adão e Eva não usavam roupas, então os desenhei andando nus, mas não os mostrei transando ou algo do tipo. O que vai surpreender as pessoas, e me surpreendeu quando eu li, é a quantidade de coisas estranhas que estão no texto e que eu vou ilustrar detalhadamente.
Folha - O senhor teme algum tipo de protesto causado pela obra?
Crumb - É claro que algumas pessoas vão criticar, mas é um tipo de gente a que você nunca consegue agradar. Não ligo para elas.
Ainda não tenho certeza se, em algum ponto, vou desenhar alguma cena que torne o livro inapropriado para menores. Porque há algumas passagens que eu não defini como mostrar -por exemplo, como quando Onan decide não ejacular dentro de sua esposa e derrama sua semente no chão.
Folha - O senhor acha que "Minha Vida" decifra Robert Crumb?
Crumb - Não sei se os leitores vão entender quem eu sou, mas, no meu trabalho, sou bastante aberto sobre mim mesmo. Não fiz segredo de nada, todas as minhas obsessões estão lá. Sou muito mais sincero sobre o que sinto nos desenhos do que na vida real.
Folha - Em determinado momento do livro o senhor diz que qualquer um pode ser um cartunista. Sua profissão não requer talento?
Crumb -A idéia que eu tentei passar é a de que as pessoas não deveriam desistir de serem cartunistas por acharem que não têm um talento inato. A quantidade de entusiasmo que você tem pelo trabalho e a quantidade de esforço que coloca nele são o que fazem funcionar. Sirvo de exemplo: meu irmão Charles me forçava a desenhar muito quando criança, e foi isso que me fez criar histórias e pegar o gosto pela coisa.
Folha - O senhor se representa em seus personagens?
Crumb - Sim, todos são partes de mim. As pessoas me perguntam por que não desenhei cartuns sobre Nixon ou Reagan, ou Bush agora, e eu respondo que a única coisa sobre a qual consigo falar é sobre mim mesmo.
Folha - Mas agora o senhor está ilustrando o Gênesis. O que isso tem de representação pessoal?
Crumb - Talvez eu tenha me cansado de falar sobre mim mesmo.
Folha - Então há esperança de vermos quadrinhos sobre política?
Crumb - Não. Eu sou tão completamente alienado e desiludido com a política atualmente que não conseguiria fazer quadrinhos sobre políticos ou coisas
Folha - O senhor se mudou para a França cansado da vida e da política dominante nos EUA. Mas a Europa também teve recentemente a onda de protestos de imigrantes pobres. A situação não parece estar muito boa no continente.
Crumb - Em geral, essa nova geração de imigrantes islâmicos tem tido muita dificuldade em se adaptar à cultura francesa. E a França não acredita que deva mudar sua cultura para abarcar os valores islâmicos, pois não acredita nos valores dessa cultura. No fim das contas, acho que os jovens vão se adaptar aos valores franceses, que são muito melhores, mais civilizados e democráticos do que os do Marrocos ou da Argélia, por exemplo. Quando minha filha, Sophie, tinha 12 anos, convivia com garotos muçulmanos na escola, e eles costumavam recorrer à violência para resolver conflitos muito mais do que os garotos franceses. Isso é porque há muita violência na cultura deles, são notórios aqui os casos de garotas muçulmanas que apanham de seus pais, de seus irmãos, por ousarem sair com garotos franceses. Mas os garotos árabes se sentem livres para saírem com garotas francesas. É um grande choque de culturas, mas eles vão se adaptar, vão aprender a viver em uma sociedade que é mais evoluída em termos educacionais.
Folha - Mas é com esse tipo de discurso que o presidente Bush justifica sua luta contra o "império do mal", os "inimigos da democracia". O senhor não teme se aproximar tanto dele, ideologicamente?
Crumb - Bom, eles podem apontar esses detalhes culturais, que são verdadeiros, em parte, mas isso não é razão para uma invasão militar de outro país. Deixe que eles resolvam sua cultura como quiserem. Desde que não interfiram com a cultura dos outros, não devemos interferir com a deles.
Folha - Em "Minha Vida" o senhor fala sobre seu gosto peculiar por música do começo do século passado. Ainda continua assim?
Crumb - Tenho ouvido muita música antiga. E descobri discos brasileiros antigos que são fabulosos, maravilhosos, das décadas de 20 e 30. Ótima música, alguns cantores com bandas, algumas bandas com sopros, outras só com cordas. E tem esse excelente flautista negro, Pixinguinha, que é maravilhoso. Me interessei muito pelos discos, mas é difícil achar LPs brasileiros por aqui.
O Vodu É Pra Jacu recomenda: perca alguns bons minutos navegando no ótimo site de graffiti gringo do artista plástico inglês Banksy... Tem uma baita galeria de garffitis, alguns politizados muito animais, guia de como fazer stencil, argumentos para se explicar pra polícia quando for pego pixando, entre outras coisas. Pérola do site para quem curte uma latinha de spray: “é mais fácil conseguir perdão do que conseguir permissão”, ou seja, mande ver...
Momento Flash Back
Você sabia que o Orkut pode ter alguma utilidade na sua vida além da manutenção de amizades meio falsas (afinal, se as pessoas são amigas, elas se falam, ligam pra saber como você está e tudo mais)? Navegando no Orkut, você pode achar, em comunidades específicas, maravilhas para download para assistir no seu computador... Em comunidades como a Só Series, ou Download de Seriados e Animes, você encontra muita coisa mesmo para baixar... É preciso um pouco de paciência e familiaridade com os servidores de hd virtual de onde você baixa esses arquivos (o Megaupload está quase sempre lotado e o Rapidshare tem limite de download por usuário – mas dá pra achar nas comunidades até como burlar essas restrições)... Com paciência, dá pra baixar episódios completos dos Smurfs, Snoopy, a série Anos Incríveis na íntegra e muito mais. Vá na busca de comunidades do Orkut e digite apenas a palavra Donwload.... Você vai se surpreender com a quantidade de comunidades que vai aparecer... Como prévia, que tal esse vídeo, que também dá pra achar pra download?
Punky, a Levada da Breca – Parte 1
Punky, a Levada da Breca – Parte 2
Olha o Vodu aí gente!!! Vamos ao primeiro vídeo do dia?? Banda que surgiu no final dos anos 90, o Brassy era liderado por Muffin Spencer, irmã de John Spencer (do John Spencer Blues Expolosion). O Brassy faz um rock pra cima misturado com bases eletrônicas altamente bem produzidas, de faônicas altamente bem produzidas, de fazer inveja a qualquer artista de rap. Procure o disco Got It Made da banda que é bom de ponta a ponta. Se o Deee Lite fosse um pouco mais roqueiro e um pouco mais moderno, provavelmente seria o Brassy.
Brassy – Work It Out
Momento 236-5873
Lembra do telefone do Bozo? Já tentou ligar pra apostar no cavalo malhadinho mas nunca conseguiu ligar? Tudo bem que o revival anos 80 seja um saco, mas rever uma grande banda do rock nacional pagando o maior mico em pleno programa do Bozo não tem preço.
Paralamas no Bozo
Pra fechar, vídeo do Ultraje a Rigor no auge do sucesso fazendo um playback no programa do Chacrinha. Se liga como a platéia canta junto a letra inteira....
Ultraje no Chacrinha
White Stripes nos Simpsons? Com uma sátira-homenagem sensacional do clipe de The Hardest Buttom to Buttom? Só se for agora...
White Stripes nos Simpson
Dois colegas de escola na Filadélfia, no ano de 1987, resolvem fazer m som juntos. Um era baterista com formação de jazz, o outro ia tentando se aprimorar na arte de rimar. Queriam fazer um rap mas não tinham picapes ou qualquer outro equipamento. Foram se virando basicamente com Black Thought, o MC, rimando em cima da bateria de ?uestlove (é assim mesmo que escreve). Estava nascido o The Roots, grupo de rap que até hoje apresenta um som único, diferente de qualquer outro dentro desse mesmo estilo musical. Com o tempo, outros músicos foram sendo incorporados ao The Roots mas as raízes se mantiveram: rap inteligente com letras altamente politizadas feito com banda. Um pé no hip hop o outro no jazz.
Destacar o melhor disco do The Roots é impossível. Todos são cabulosíssimos. Organix, Do You Want More?, Things Fall Apart, e todos os outros... Vale ir atrás da discografia toda, conselho de amigo. Agora, o grupo acabou de lançar o álbum Game Theory. Dá pra ouvir três sons desse disco no My Space da banda, que atualmente é o site oficial deles. Tem vários vídeos mais lá também...
E como manda a tradição, tem vídeo no Vodu É Pra Jacu. .Viajem em Star, tirado do penúltimo álbum do The Roots, The Tipping Point
The Roots – Star
Eles de novo...
Muita gente já comentou o vídeo postado aqui no Vodu do Los Hermanos tirando o maior pêlo com a repórter que chama Camelo de Marcelo Campelo. Mas eis que chega mais um vídeo aqui na área. Confiram o que acontece com quem pergunta o que não deve para Rodrigo Amarante... E o rerpórter nem errou o nome dele...
RodrigoAmarante - Sermão no Repórter
Bônus Track - Vìdeo bacana, banda fodona...
O Walverdes é uma banda de Porto Alegre das que melhor sabe fazer um rock no Brasil. O poder de fogo do trio no palco é assustador. Barulho bom feito pra ouvir alto. Ouça o segundo álbum, Anticontrole, pra saber do que estamos falando... Neste ano, o Walverdes lançou um álbum novo, chamado Playback. E o primeiro clipe, Seja Mais Certo, está concorrendo neste ano no VMB na categoria Melhor Clipe Independente. O vídeo é uma animação do tipo stop motion feito com a colagem de milhares de foto.
Walverdes - Seja Maix Certo
Vodu é Pra Jacu em sessão “não estamos afim de pensar muito mas sim de rir um bocado”. Então vamos a uma das caras do site que a galera mais gosta e comenta: vídeos musicais inusitados do You Tube. Vamos ao primeiro?
A maior banda de metal do planeta tenta gravar uma cabeça para um programa de televisão mas não consegue manter a postura até o final. A sinceridade e espontaneidade com que as palavras saem são mesmo de abalar qualquer estrutura, mesmo que seja de metaaaaaalllll.
Massacration – Discurso freestyle do possível novo vocalista, Warrior Brother
Na sequencia, momento inusitado. Mike Patton, sabe-se lá por que, fica puto quando o começa o show do Wolfmother (confira vídeo da banda aqui no Vodu) e simplesmente fala que acha a banda uma bosta. Tudo bem, cada um acha o que quiser... Olha só...
Mike Patton – Wolfmother é uma !@#$%¨
Vodu É Pra Jacu em sessão extraordinária arrasa-quarteirão. Preparem-se para momentos de falta de fôlego pois o assunto agora é Nação Zumbi. É até lugar-comum falar o que tanta gente fala e tanta gente sabe: é a melhor banda do Brasil. E uma banda desse nível merece passar por bons momentos como ter a chance de tocar no melhor programa de tv do mundo.
O Late with Jools Holland é um programa de televisão inglês que tem uma fórmula simples: quatro bandas diferentes tocam no mesma edição. Fica uma em cada lado do estúdio e tocam uma música por vez, totalizando duas músicas de cada atração por programa. Qualquer nome que você pensar provavelmente já tocou lá, de Paul McCartney a Sonic Youth. E eis que uns brasileiros sem cara de rockstar acabam parando nesse trem.
O apresentador, que não se preocupou em tentar aprender como se fala o nome da banda, anuncia: “vamos pruma energia diferente, sejam bem vindos “nassum zombie””. Os aplausos são bem tímidos. A banda começa a mandar a música Meu Maracatu Pesa Uma Tonelada e os gringos só podem estar pensando: “caralho, que som maluco é esse” A Nação Zumbi praticamente quebra tudo como se estivesse num show daqueles de casa lotada e os aplausos do final já são outros: bem mais empolgados, com uma série de “u-hus”. Sente o drama, dá vontade de chorar...
Nação Zumbi – Meu Maracatu Pesa Uma Tonelada (ao vivo no Jools Holland)
Quando a Nação Zumbi volta para a segunda música, já muda o jeito do apresentador anunciar: “com vocês, a maravilhosa “nassum zombie”. Aí a banda já entra com jogo ganho e substitui o peso da música anterior pelo rap-maracatu-psicodélico de Propaganda. A Nação mostra mais uma vez que está pra lá de inspirada e agora, passado um pouco do nervosismo inicial, tem lampejos até de Hendrix, que parece ter explicado pessoalmente pro Lúcio Maia como se tira um timbre de guitarra. Lá vai...
Nação Zumbi – Propaganda (ao vivo no Jools Holland)
Do metal do Slayer no post anterior, o Vodu É Pra Jacu baixa completamente a quantidade batidas por minuto e vai para o trip hop.
Você gosta de trip hop? Acha o Portishead muito louco? Então, caso não conheça, eis que chega a hora de mergulhar na viagem do Elysian Fields. Grupo dos EUA que tem como figura principal a vocalista Jennifer Charles, gravou três discos sensacionais entre 1996 e 2004. Ás vezes utilizando da formação convencional de uma banda de rock, às vezes com uma base só de piano e em outras com programações eletrônicas, o Elysian Fields é especialista em criar climas soturnos com suas músicas. Muitas vezes o grupo foi até criticado por soar depressivo demais. De qualquer forma, vale muito ir atrás dos 3 álbuns da banda: Bleed Your Cedar, Queen Of The Meadow e Dreams That Breth Your Name. Confira aqui no Vodu É Pra Jacu o ótimo clipe da música Jack In The Box. Se te interessar, procure os outros vídeos do grupo no You Tube. Lá vai então...
Elysian Fields – Jack In The Box
E do Elysian Fields começa uma outra história. O trabalho da vocalista no grupo fez com que ela fosse convidada por Mike Patton pra cantar no projeto dele também de trip hop, o Lovage. Projeto esse que lançou um único disco só que em duas versões, uma “normal” e uma sem as vozes, ou seja, só as bases. O Lovage contou apenas com três integrantes: Mike Patton, Jennifer Charles e o produtor Dan Nakamura (responsável pelas bases do álbum de estréia do Gorillaz). O disco do Lovage leva o nome de “Music To Make Love To Your Old Lady By”, algo como “música pra fazer amor com sua dama”. A idéia foi essa mesma: fazer um álbum temático, abordando sempre a relação de um casal de um modo bem sexual e canastrão, com letras hilárias. Esse álbum do Lovage chegou até a ser lançado no Brasil, mas passou meio desapercebido. Confira aqui um clipe desse projeto e vá atrás do disco que é muito bom.
Lovage – Book Of The Month
E desta vez tem bônus track no Vodu É Pra Jacu. De lambuja, de mão beijada, mais um clipe do Lovage.
Lovage – Stroker Ace
Enquanto isso, o hardcore, aquele, de verdade, que bandas como o Black Flag e Minor Threat faziam no começo da década de 80, vai virar documentário. O filme “American Hardcore” será lançado no dia 22 de setembro. Uma boa pra quem ainda acha que emo é hardcore. Confira o trailler aqui:
Poço quase sem fundo dos vídeos, o You Tube é quase uma perdição pra quem é fã de música. Garimpar esse site pode fazer o explorador encontrar preciosidades como vídeos raríssimos dos Beatles (e os que não são raros também), dos Mutantes (como os que estão aqui no Vodu É Pra Jacu), clipes da sua banda preferida, trechos de shows e outras pedras preciosíssimas. Algo bem legal também são os vídeos das bandas em situações inusitadas.
O primeiro deles é o dos Los Hermanos sendo entrevistados em Brasília, em que a repórter chama Marcelo Camelo de Marcelo Campelo, a banda racha o bico e dá uma bela aloprada. Confira até o final pois vale a pena:
O outro video é da cantora Bjork. O que será que a repórter perguntou pra ela? Veja só o momento de fúria da islandesa.
Pra terminar, temos uma compilação dos “piores momentos” do Red Hot Chili Peppers. Este vídeo é um pouco mais longo e traz momentos hilários. Note, na primeira parte, que na maioria das vezes o problema é que o guitarrista John Frusciante está viajando. Mas o melhor momento é o em que um cara grandão invade o palco e o vocalista Anthony Kiedis tenta se livrar dele.


The Raconteurs – Steady As She Goes
O outro disco que por enquanto é top de linha é o do Wolfmother. O trabalho de estréia desta banda nova australiana não foi lançado em 2006, mas só chegou neste ano ao Brasil. Descrever o Wolfmother é muito fácil. É uma banda que basicamente mistura Black Sabbath com Led Zeppelin. Ouça o disco que você vai ver que é exatamente isso, sem tirar nem por. A banda cita como influência também grupos mais novos como Vines e White Stripes. Dá pra perceber em alguns momentos. Este é um daqueles cds que você põe pra rolar, passa um tempo já aumenta o volume e de pouco em pouco vai aumentando cada vez mais o som. Dá pra ouvir um pouco na página da banda no My Space: www.myspace.com/wolfmother
E confira aqui o primeiro clipe da banda, chamado Dimension. È bom pra caralho!!!
Talvez o pop a que ele se referia neste trabalho está no fato de não ser a barulheira de projetos como o Fantômas. Mas o Peeping Tom também pode ser considerado pesado. Neste caso, por causa das batidas, a maioria delas feita por Djs. Vale destacar que esse projeto tem muita influência de rap e de trip hop de qualidade, graças bastante à presença de Dan The Automator nas gravações. O cara é simplesmente quem criou a sonoridade do primeiro álbum do Gorillaz e foi parceiro de Mike Patton no projeto Lovage, que inclusive, quem não conhece, vale a pena ir atrás pois é muito bom. Voltando ao primeiro álbum do Peeping Tom, vale destacar também as participações de Bebel Gilberto, Norah Jones e, só pra mostrar que a parada não é de brincadeira, do Massive Attack, que contribuiu muito na concepção sonora deste disco.
E, é claro, o Vodu É Pra Jacu solta agora um vídeo do Peeping Tom que estava bem escondido no You Tube, bem escondido mesmo. Note as presenças de Rhazel no beatbox, de Dan The Automator nas programações e do Dub Trio como banda de apoio. Show de bola:
Espetadas do Vodu
O jornalista Lúcio Ribeiro organizou uma lista das atrações gringas que tocam no Brasil neste segundo semestre. Uma ou outra ainda carece de confirmação (estão marcados com asterisco), mas se liga que a banca é forte:
Art Brut (Motomix Art Music, SP – 16/09)
Beastie Boys (TIM Festival, 26 a 29/10)
Brian Jonestown Massacre (Sonora Festival, Curitiba – 02 e 03/09)
Clap Your Hands Say Yeah * (TIM Festival, 26 a 29/10)
Cardigans (Campari Rock: SP – 06/09; Florianópolis - 08/09; BH – 09/09)
CocoRosie (São Paulo, 30 e 31/08; No Ar Coquetel Molotov, Recife, dia 01/09)
Daft Punk (TIM Festival, 26 a 29/10)
Devendra Banhart (TIM Festival, 26 a 29/10)
Dogs (Sonora Festival, Curitiba – 02 e 03/09)
Fiery Furnaces (Sonora Festival, Curitiba – 02 e 03/09)
Franz Ferdinand (Fundição Progresso, Rio – 13/09; Motomix Art Music, SP – 16/09)
Gang Of Four (Campari Rock: SP – 06/09; Florianópolis - 08/09; BH – 09/09)
Gogol Bordello* (TIM Festival, 26 a 29/10)
Goldfrapp* (TIM Festival, 26 a 29/10)
Ladytron (Nokia Trends, SP – novembro)
New Order (Estádio Mineirão, BH - 11/11; Via Funchal, SP – 13 e 14/11; Armazém, Rio – 16/11)
NOFX (Claro Hall, RJ, 29/9; Espaço Barigui, Curitiba,
30/09; Credicard Hall, SP, 1/10; e Pepsi Stage, Porto Alegre, 3/10)
Patti Smith (TIM Festival, 26 a 29/10)
Peter Hook, do New Order, DJ set (Motomix Art Music, SP – 16/09)
Razorlight (Sonora Festival, Curitiba – 02 e 03/09)
Rubin Steiner (No Ar Coquetel Molotov, Recife, dia 2/9)Robbie Williams (Estádio do Flamengo, Rio – 18/10)
Tortoise (No Ar Coquetel Molotov, Recife, dia 2/9. São Paulo em setembro)
Underworld (clube Indústria, SP - 14/11; Creamfields, Rio 18/11)
Violent Femmes (Sonora Festival, Curitiba – 02 e 03/09)
We Are Scientists (Sonora Festival, Curitiba – 02 e 03/09)
Yeah Yeah Yeahs (TIM Festival, 26 a 29/10)

O que dizer do cd novo do Sonic Youth? Muito foda. A banda, que vem lançando álbuns de músicas inéditas regularmente mas sem surpreender muito, mostra que não ficou velha. Pelo contrário, o grupo não viu o tempo passar e fez um disco que parece ter sido composto e gravado uns 10 anos atrás, época do auge criativo do Sonic Youth. Ratther Ripped, o novo disco, é Sonic Youth do jeito que os fãs gostam. Melodias de arrepiar, microfonias, muita microfonia no melhor estilo da banda, Kim Gordon e Thurston Moore dividindo bem os vocais, as tradicionais viagens sonoras do grupo e, principalmente, ótimas canções.
Este álbum marca alguns fatos importantes na carreira da banda. O primeiro: o aniversário de 25 anos do Sonic Youth!!! É isso mesmo: 25 anos. O segundo: a saída de Jim O’Rourke, multi-instrumentista vanguardista e especialista em barulhinhos e ambientações sonoras. Curiosamente, a saída dele mostrou que o bom do Sonic Youth vem do trio original, Moore, Gordon e Lee Ranaldo. Pra quem ouviu os discos A Thousand Leaves ou Experimental Jet Set até gastar, preparem-se que este vai gastar de tanto ouvir também. Ah, mais uma coisa: visitem o site da banda. Tem uma caralhada de vídeos raríssimos, mp3s iradas e muito mais: www.sonicyouth.com
E de quebra, o Vodu manda um videozinho do Sonic Youth, tocando Incinerate, do disco novo, no David Letterman. Divirtam-se:
Espetadas no Vodu:
O boato já está na internet: Beastie Boys vem ao Brasil fazer show este ano no Tim Festival. Que os anjos digam amém.
Reza a lenda que o festival Motomix, em São Paulo, vai trazer Franz Ferdinand e Art Brut pra cá este ano.
Ainda nesse assunto, Violent Femmes deve tocar no Sonora, ex-Curitiba Rock Festival, ex-Curitiba Pop Festival, o mesmo festival responsáveis por “showzinhos” de Pixies e Weezer no Brasil.
Já em São Paulo deve ter uma segunda edição do Campari Rock neste ano, com shows de Cardigans e Gang Of Four!
Metal na veia!! Parece que até o Quiet Riot faz show no Brasil este ano. Come On Feel The Noise...
Outro boato que pelo jeito é quente: a edição brasileira da revista Rolling Stone vai voltar às bancas. O lançamento estaria previsto pra outubro, com tiragem de 100 mil exemplares. Tomara que se mantenha, pois manter uma revista e música no Brasil não é fácil. Simplesmente não vende.
